Quais as principais causas da enxaqueca? Entenda!

Tempo de leitura: 6 minutos

Uma dor que pode começar fraca, mas que se intensifica em poucos minutos, latejando em um ou nos dois lados da cabeça, até se tornar insuportável ficar de olhos abertos. Esses são os primeiros sinais. Mas você sabe quais são as causas da enxaqueca?

Um tipo de dor de cabeça que pode vir acompanhada de náuseas e vômitos, tontura, fadiga e sensibilidade à luz ou aos mínimos movimentos. Sua duração varia entre quatro e até 72 horas intensas, podendo aparecer de vez em quando ou todos os meses.

Tal condição atinge mais de 30 milhões de brasileiros, em especial os adultos a partir dos 25 anos, mas as crianças também podem sentir. Por isso, atenção aos sintomas em todas as idades!

Caso esteja passando por um quadro parecido, ou tenha notado em alguém da família, continue a leitura para entender melhor as causas da enxaqueca e como cuidar dos seus familiares da melhor maneira.

Quais são as principais causas da enxaqueca?

Uma doença crônica que afeta cerca de 30% dos adultos, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, as mulheres estão mais propensas a desenvolverem o quadro, principalmente se já houver histórico familiar.

Não é necessário realizar exames de imagem para identificar a condição, mas a consulta médica é muito importante para avaliar as causas e como tratar. Sem o devido controle, a enxaqueca pode prejudicar o paciente em atividades diárias como trabalhar e estudar.

Estresse e ansiedade

Duas das principais causas da enxaqueca são o estresse e a ansiedade. É impossível negar que as preocupações do dia a dia afetam a saúde física e emocional, podendo levar ao desenvolvimento repentino da doença.

A rotina corrida de ter que se dividir entre trabalho e família, sem pausas para descansos ou momentos de relaxamento, pode estar entre os principais fatores que elevam os níveis de estresse. Além disso, irritação e mudanças de humor estão entre as causas da cefaleia.

Uma dica para lidar com isso é incluir uma atividade prazerosa na semana. Atividades físicas, que podem ser simples caminhadas, podem ajudar a trazer um pouco de tranquilidade. Se possível, reduzir o ritmo intenso até que o quadro seja revertido.

Procurar um médico caso esteja com algum sinal de ansiedade acompanhado desse mal-estar contínuo é, sem dúvida, o melhor caminho.

Ficar sem comer

Como é a sua rotina de alimentação? Costuma ficar longos períodos sem se alimentar? Cuidado, essa pode ser uma das causas da enxaqueca.

Períodos prolongados sem alimentação adequada baixam os níveis de açúcar do sangue e você tende a sentir os primeiros sintomas.

Uma alimentação adequada exige que a pessoa coma, pelo menos, a cada três horas. Além disso, é necessário cuidar dos tipos de alimentos, pois alguns afetam de forma negativa o organismo, provocando ainda mais dor.

Se você foi identificado com a doença, evite os seguintes alimentos:

  • café e bebidas energéticas;
  • pimenta e temperos prontos;
  • laranja e outras frutas cítricas;
  • macarrão instantâneo e alimentos com alta concentração de sódio;
  • bebidas alcoólicas;
  • presunto, salame, linguiça e demais alimentos processados.

Em contrapartida, alguns alimentos podem ajudar no alívio do mal-estar como:

  • leite;
  • banana;
  • queijo;
  • salmão;
  • chia e linhaça;
  • castanhas e amêndoas;
  • chá de maracujá, erva-cidreira ou gengibre.

Fatores hormonais

Você sabia que a enxaqueca é muito mais comum em mulheres e pode estar relacionada às mudanças hormonais? No período pré-menstrual ela se torna ainda mais presente, justamente por essa concentração hormonal do ciclo.

Caso você sofra de algum outro problema hormonal, isso também pode contribuir para a doença. Então não deixe de procurar um médico nesses casos.

Não é comprovado que a pílula anticoncepcional contribua isoladamente para a doença, mas em alguns casos ela pode afetar. Caso você tenha mudado recentemente e notou algo fora do comum, consulte seu médico para avaliar e repensar o uso.

Outro fator hormonal que tende a influenciar na doença é uma dieta pobre em algum nutriente. Bem como o sono irregular ou a falta dele, que prejudica várias outras áreas.

Bruxismo

O ranger ou apertar de dentes provocado pelo desalinhamento da mandíbula é um fator a ser avaliado no seu quadro de enxaqueca. Essa condição ocorre, em especial, durante o sono. Um movimento quase involuntário do paciente.

O bruxismo também está relacionado a estresse, ansiedade, raiva e tensão. A pressão nos dentes pode ser forte a ponto de gerar as temidas dores de cabeça.

Abuso de medicamentos

O uso excessivo de analgésicos pode ter efeito contrário e provocar cefaleia em algumas pessoas. Além disso, se automedicar não é recomendado, uma vez que você apenas está mascarando, e não tratando a disfunção.

Uma cefaleia pode começar com uma simples dor de cabeça e se agravar pelo mau uso desses analgésicos, por isso procurar um neurologista é o melhor a ser feito. Entender o que está provocando o mal-estar é essencial para acabar com ele o quanto antes.

Pressão alta

A pressão alta provoca enxaqueca, mas a enxaqueca também pode elevar a pressão arterial, desencadeando outras doenças mais graves como o AVC, caso não seja tratada adequadamente.

Portanto, preste atenção aos sinais de enxaqueca e verifique a pressão arterial sempre que sentir as dores. Não hesite em procurar um especialista, já que as dores fortes são sinal de que algo não está bem.

Como identificar a enxaqueca?

Algumas questões podem ser avaliadas por você mesmo antes de procurar um tratamento adequado, tais como:

  • Quando começaram essas dores?
  • Além da dor de cabeça, quais são os outros sintomas?
  • Existe algum sinal antes de vir a dor de enxaqueca? Quando eles aparecem?
  • Quanto tempo duram as dores?

Os sintomas normalmente são muito mais fortes que os de uma dor de cabeça comum, por isso o paciente facilmente reconhecerá a enxaqueca.

Compreender os sinais e as causas da enxaqueca é essencial para um método de tratamento adequado. E, quanto mais identificar os sinais que o corpo mostra, melhor, inclusive na hora de descrever os sintomas em uma consulta médica.

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