Guia da Diabetes

[E-BOOK] Guia da Diabetes: tipos, aparelhos para controle e tratamento

1. Introdução

A diabetes é uma doença que atinge milhares de pessoas ao redor do mundo. Quem é diabético ou vive com alguém próximo que tenha a doença sabe que esse mal pode prejudicar muito a qualidade de vida caso não seja diagnosticado nem tratado.

Existem diferentes tipos de diabetes, que exigem tratamentos específicos porque têm consequências a um nível de preocupação distintos para seus portadores. Por isso, o cuidado deve ser diferenciado — tanto que até mesmo os aparelhos precisam estar de acordo com as necessidades de cada paciente.

Pensando nisso, elaboramos esse guia básico da diabetes com informações importantes para saber diferenciar cada tipo e entender como é o diagnóstico e, principalmente, aprender com realizar o tratamento mais eficaz.

Tenha um guia básico da diabetes para que possa ficar atento e se cuidar. Boa leitura!

2. Os tipos de diabetes

A diabetes é uma doença caracterizada por um desequilíbrio no funcionamento no pâncreas, responsável pela produção de insulina. A função da insulina é ajudar nossas células na absorção da glicose, um tipo de carboidrato. Dessa forma, a insulina ajuda a diminuir o índice de glicose no sangue. Quando esse processo não ocorre, a glicose continua na corrente sanguínea e gera a hiperglicemia.

Existem diferentes tipos da doença: diabetes tipo 1, tipo 2, pré-diabetes e gestacional. Cada uma dessas apresenta características e tratamento diferentes.

2.1. Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é considerada uma doença autoimune. Isso significa dizer que o próprio organismo destrói as células pancreáticas responsáveis pela produção da insulina. Assim, é produzida pouca ou nenhuma insulina.

Como a taxa de glicose no sangue fica muito alta, o tratamento normalmente é intensivo, com aplicações diárias de insulina, alimentação saudável e prática regular de exercícios físicos.

A diabetes tipo 1 surge geralmente na infância ou na adolescência — o que não exclui, contudo, o aparecimento em adultos. Ela deve ser tratada o quanto antes, uma vez que o nível excessivo de glicose no sangue é um risco para a saúde.

Os sintomas mais frequentes são:

  • fome em excesso;
  • sede em excesso;
  • necessidade frequente de urinar;
  • sensação de boca muito seca;
  • perda de peso acelerada.

2.2. Diabetes tipo 2

Essa é a modalidade da doença mais frequente entre os pacientes diabéticos e é causada tanto por fatores genéticos quanto por maus hábitos, como sedentarismo e alimentação desregrada.

Na diabetes tipo 2, o pâncreas produz pouca insulina ou a insulina do organismo não é capaz de ajudar na absorção da glicose pelas células. Ela é mais comum em adultos acima dos 40 anos, embora tenham sido registrados cada vez mais casos entre jovens.

O nível de diabetes vai depender da situação de cada organismo e da sua capacidade de absorção da glicose do sangue. Os casos menos graves são controlados com mudanças na alimentação e no estilo de vida; já os mais avançados precisam do tratamento com medicamentos orais. Quando estes não surtirem mais efeito, é necessária a aplicação de insulina.

A doença pode ser tanto assintomática como, em alguns casos, apresentar certas características. Por exemplo:

  • sede em excesso;
  • apetite desregulado;
  • dificuldade de cicatrização de machucados;
  • visão turva.

2.3. Pré-diabetes

Esse é um estado diabético menos grave e fundamental de ser diagnosticado para prevenir o desenvolvimento da doença. Geralmente é caracterizado pelo aumento da taxa de glicose do sangue acima do normal devido ao sedentarismo e à alimentação desbalanceada.

O diagnóstico pode ser feito por um teste para medir a taxa glicêmica. Com os resultados, o paciente vai ter a chance de mudar os hábitos de vida a fim de evitar o avanço para a diabetes tipo 2, que compromete o pâncreas e as funções do organismo.

2.4. Diabetes gestacional

Como o próprio nome sugere, esse é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez. Ela ocorre devido às mudanças hormonais do corpo materno a fim de garantir o desenvolvimento do bebê. São produzidos hormônios que reduzem a ação da insulina no corpo, o que aumenta a taxa de glicose no sangue.

O risco para a saúde do bebê é grande, que pode crescer excessivamente (macrossomia fetal), nascer em partos traumáticos ou ainda desenvolver obesidade e diabetes quando crescer. Já para as mães, o risco é desenvolver a diabetes tipo 2 após o parto.

Para garantir a saúde da mãe e do bebê, é fundamental realizar os testes após a 22ª semana de gestação e algumas semanas após o parto. O tratamento é feito pela correção alimentar, pela prática de atividades físicas e pela aplicação de insulina em alguns casos mais graves.

3. Como diagnosticar a diabetes

O diagnóstico de qualquer um desses tipos de diabetes é feito por meio de exames de sangue, que podem ser realizados em hospitais e postos de saúde.

Há diferentes tipos de exames. Um deles é a coleta de uma gotinha de sangue e o resultado sai em cerca de 3 minutos. Outro teste, mais detalhado, pode ser feito com a coleta de sangue e a análise laboratorial. Em ambos os casos, o objetivo é verificar a taxa glicêmica no sangue.

Quando os testes apontarem o indício de diabetes, o médico pode solicitar outros exames, inclusive o de curva glicêmica. Esse exame consiste no monitoramento da taxa glicêmica do paciente de 30 em 30 minutos após a ingestão de um xarope de glicose. A intenção é obter um diagnóstico preciso da doença e do seu estágio.

Os testes sanguíneos devem ser feitos nos seguintes casos:

  • apresentação dos sintomas como fome e sede excessiva, visão turva, problemas de cicatrização, fadiga intensa, vontade anormal de urinar etc.;
  • na 22ª semana de gestação;
  • quando houver casos de diabéticos na família;
  • pessoas com hipertensão;
  • pessoas sedentárias, obesas ou com alimentação desequilibrada.

O ideal é ter um acompanhamento com médico endocrinologista para estar em dia com a saúde, diagnosticando e tratando a diabetes rapidamente em caso do surgimento da doença.

4. Os tratamentos da diabetes

Após diagnosticado, é necessário começar o tratamento o quanto antes. O processo correto é necessário para manter as taxas glicêmicas controladas, conter o avanço da doença e permitir que o paciente viva com qualidade.

4.1. Insulinas

O uso da insulina está relacionado com o grau de desenvolvimento da doença e com a capacidade do organismo de cada paciente em produzir os hormônios necessários para absorver a glicose.

O uso da insulina é mais recorrente em pacientes com diabetes tipo 1.  Nesses casos, a insulina deve ser aplicada diariamente, às vezes mais de 1 vez ao dia.

Em pacientes diabetes tipo 2, o uso da insulina não é tão comum e o tratamento segue via medicamentos orais. O mesmo ocorre com a pré-diabetes e a diabetes gestacional.

Geralmente, o planejamento alimentar e a prática de esporte já ajudam no controle da doença. Contudo, pode ser necessário a aplicação da substância no organismo para controle da glicose quando o quadro da doença está mais agravado.

É possível fazer a aplicação de insulina por meio de seringas, de canetas próprias descartáveis ou de bombas de insulina, que vão liberando a substância no corpo da pessoa ao longo do dia. O importante é que sejam administradas as dosagens certas e nos momentos certos para obter sucesso no tratamento.

Apenas o endocrinologista deve avaliar a quantidade e os horários corretos da aplicação. Isso porque existem diferentes tipos de insulina, que são classificadas de acordo com a rapidez e a duração da sua ação no organismo. Em casos menos graves, a insulina pode deixar de fazer parte do tratamento ou diminuída quando a taxa glicêmica do paciente se mantiver estável.

4.2. Mudança de hábitos

Como mencionado, mudar os comportamentos é essencial para controlar a diabetes. Uma alimentação saudável, sem muitos açúcares e carboidratos, e a prática de exercícios físicos ajudam o paciente alcançar melhores resultados. Caso esteja acima do peso, emagrecer vai ajudar muito no controle da doença.

A mudança de hábitos por si só já pode ajudar diabéticos — especificamente os de tipo 2, gestacional e pré-diabetes — a dispensar o uso da insulina. Por outro lado, a não realização dessas mudanças pode piorar a saúde da pessoa e exigir doses cada vez maiores da substância.

4.3. Medicamentos específicos

A medicação via oral estimula o pâncreas na produção de insulina ou auxilia na absorção da glicose pelas células do corpo e é recomendada na maioria dos casos de diabetes tipo 2, pré-diabetes e diabetes gestacional.

No caso da diabetes tipo 1, medicamentos hipoglicemiantes podem ser prescritos pelo médico. Nos demais casos, o medicamento também pode ser recomendado pelo médico para evitar a evolução da doença. Eles são suspensos quando o quadro do paciente é estabilizado.

Atenção: independentemente da situação, não se automedique. Dessa forma, você corre o risco de piorar o seu quadro clínico.

4.4. Medição da taxa glicêmica

A partir do diagnóstico da diabetes, a monitoração da taxa de glicose no sangue vai ser constante. Por isso, os aparelhos de medição e de monitoramento de glicose são imprescindíveis no tratamento.

Os índices obtidos devem ser avaliados e constantemente anotados. Uma dica é utilizar aplicativos para celulares que ajudam a registrar os valores obtidos nos testes e, consequentemente, avaliar a situação.

É fundamental lembrar que todas essas etapas do tratamento são variáveis e devem ser prescritas com a orientação médica. A alimentação e a prática de atividades físicas devem ser mantidas para o resto da vida, enquanto o uso de insulina pode ser suspenso em determinadas situações.

5. Os aparelhos de controle da diabetes

Conforme dissemos, a partir do momento em que a diabetes de qualquer tipo for diagnosticada, é preciso contar com um aparelho para medir glicose. O medidor é crucial principalmente para quem tem que aplicar insulina. Afinal, é ele quem vai ajudar no acompanhamento e no monitoramento do quadro da doença, alertando em caso de avanço ou de estagnação.

Os aparelhos funcionam de forma simples e prática: uma gota de sangue retirada da ponta do dedo é colocada em uma tira, que, por sua vez, é inserida no aparelho. O equipamento vai mostrar as taxas de glicose no sangue naquele momento. O resultado sai em segundos ou em poucos minutos.

Os medidores são, geralmente, portáteis e de fácil manuseio. Grande parte deles tem sistema de armazenamento dos testes, o que significa que um número de resultados fica na memória do dispositivo e podem ser consultados posteriormente.

A frequência com que o aparelho deve ser administrado vai ser estabelecido pelo médico. Em alguns casos, será solicitada a medição em vários momentos do dia, antes e após refeições. Em outras situações, com a doença estabilizada, o medidor não será necessário diariamente.

Existem formas de facilitar a coleta do sangue para os testes, de forma a evitar o desconforto para o paciente:

  • antes do teste, lave as mãos com água e sabão;
  • não passe álcool nas mãos antes do teste, pois isso pode aumentar a dor da picada;
  • use hidratantes com regularidade para deixar a pele mais macias para a perfuração;
  • antes de fazer o furinho, massageie o dedo suavemente em vez de espremê-lo. Isso evita hematomas;
  • alterne os dedos na hora da retirada de sangue;
  • converse com o médico sobre a profundidade da picada. É possível regular a profundidade da penetração para encontrar um nível que vai causar menos dor sem comprometer os resultados;
  • lembre-se de que, além do medidor, você deverá obter as tiras de testes todas as vezes que elas terminarem;
  • leve o aparelho ao médico não só para verificar o histórico dos testes mas também para avaliar se o equipamento está funcionando corretamente.

6. Conclusão

Cuidar da diabetes é uma tarefa constante após o recebimento do diagnóstico. Porém, por mais trabalhoso que possa parecer, o tratamento executado de acordo com cada quadro clínico vai ajudar no controle da doença.

Caso apresente os sintomas mencionados ou nunca tenha feito um teste glicêmico, faça logo o exame. Se você receber um diagnóstico de diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional ou esteja no estágio pré-diabético, não se apavore. Procure um médico endocrinologista, trace estratégias de controle da doença e não desanime durante o tratamento.

Como você viu, atualmente existem formas práticas, modernas e confiáveis de tratar o problema. Medicamentos eficazes e bem dosados, somados ao automonitoramento por meio dos medidores de glicose, vão ajudar a manter a sua saúde equilibrada.

Por meio das informações corretas, muitas pessoas mudam seus hábitos, adquirem uma alimentação saudável e começam a cuidar do próprio corpo depois que se descobrem diabéticas. O resultado é uma transformação que só aumenta a qualidade de vida do paciente.

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